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sábado, fevereiro 07, 2009

Em recuperação




Já estamos em casa. Deram-nos alta no sábado passado, não estava previsto, mas o Francisco já tinha acabado os 10 dias de antibióticos e o miúdo do lado apareceu com uns novos sintomas, o médico decidiu então mandar-nos para casa antes que apanhássemos mais algum bicharoco. Nós agradecemos e muito, já não sabia qual era a sensação de dormir numa cama e de não ouvir os barulhos e alarmes de monitores há muito tempo. Viemos em regime ambulatório e durante toda esta semana fomos à ginástica respiratória, fizemos mais um rx (já vai no 5º mais um bocadinho e viramos blandi blub) e fomos à consulta do médico que o seguiu. Ainda não está fantástico, ainda persiste uma manchinha no pulmão direito, mas o puto é forte e como diz a pediatra dele se não fosse pelas picadas e hematomas nos bracitos e nas mãos ninguém diria que ele esteve 15 dias hospitalizado. Acerca do Hospital e de toda a gente que lá trablha apenas tenho uma certeza, são profissionais muito competentes. Foi um susto e já nem quero falar muito disto porque ele esteve mesmo com um pé no bloco operatório e nos cuidados intensivos. Não sei se acredito em milagres, mas como os próprios médicos dizem como uma ajudinha de lá de cima e uma ajudinha de cá de baixo as coisas lá vão andando, a verdade é que de um dia para o outro o pneumotorax foi reabsorvido e não houve necessidade de nenhum tratamento mais invasivo. Perdeu peso e só cresceu mais um centímetro, mas pronto agora é andar para a frente e esquecer que tive tanto medo de o perder e que me senti tão infeliz como nunca me tinha sentido. E já agora obrigada à minha tia Laura e aos meus sogros pela ajuda que me deram.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Cuco


Este é o meu Francisco, até agora um bebé encantador que tem a amabilidade de me deixar descansar bastante. Mama de 3 em 3 ou de 4 em 4 horas e nunca chora, excepto se muda a fralda. É um bocado mariquinhas com o frio. Do parto tenho a dizer que foi uma experiência completamente diferente do da irmã. Não foi induzido, apesar de ter sido planeada uma indução, para o pai poder assistir e o porque dia 3 de Dezembro o meu médico estava de banco. Acabou por ser um parto natural, sem ventosas nem episiotomias nem estiletes para romper as águas, mas sim levei epidural e muita porque as contracções desta vez foram ainda piores. Talvez porque tenha chegado ao hospital já com 3 dedos de dilatação as tenha sentido mais e estranhamente desta vez tive contracções que me paralisavam as pernas e as dores chegavam até aos joelhos. Eu já tinha ouvido falar de quem tivesse tido este tipo de dores, mas sempre pensei que fosse exagero......agora sei que não! Desta vez o pai pode cortar o cordão umbilical, e porque também só lá estavam duas enfermeiras e o meu médico foi muito mais privado, mais tranquilo. No parto da clarinha tinha sem exagero uma equipa de futebol inteira a assistir ao parto, entre enfermeiros estagiários e internos e tudo mais eram para aí umas 12 pessoa na sala. Foi rápido, comecei com contracções às 7h da manhã e o meu cuco nasceu às 14h23m. Foi mais bonito e menos stressante.